A transição demográfica traz novos desafios para o setor de saúde e a sociedade peruana, que incluem uma crescente prevalência de doenças crônicas e não transmissíveis. Transição epidemiológica: Do predomínio de doenças infecciosas, doenças infantis e problemas de saúde materna, ao crescimento de doenças não transmissíveis: crônicas e deficiências. Em nosso país, algumas doenças infecciosas ainda persistem, como as infecções respiratórias que continuam sendo prevalentes em algumas regiões do país, gerando uma dupla carga de doença. O processo migratório é outro ponto que deve ser levado em consideração, já que nos últimos anos nosso país vem vivenciando uma migração massiva da Venezuela, situação que pode impactar a saúde de nossa população, principalmente relacionada a doenças.
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Soma-se aos problemas epidemiológicos o impacto social e econômico da migração, a falta de plano de saúde que deve ser enfrentado pelo Estado peruano, levando em conta as características do mercado de trabalho em nosso país e as limitações na promoção e garantia de emprego adequado. Transição do padrão alimentar: A população peruana não é afetada apenas pela desnutrição e fome oculta (deficiências de vitaminas e minerais), mas também pelo excesso de peso, que ocorre inclusive em nossas crianças. Sua prevalência em crianças menores de 5 anos aumentou 0,8% no período 2012-2017, ficando acima da média dos países latino-americanos (8,0% e 7,2%, respectivamente). Em geral, a desnutrição é muito alta em comparação com outros países do mesmo nível socioeconômico.